Para ler o Pato Donald: comunicação em massa e colonialismo
linguisticainfoco @ 14:52Por FÁBIO CARNEIRO SOUZA - Licenciado em Letras Vernáculas, Especialista em Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e Literaturas, Estudante do Curso de História pela UNEB/Campus XIV e Professor de escolas públicas.
O livro Para ler o Pato Donald: comunicação em massa e colonialismo (Paz e Terra, 1980, 3ª edição, 135 p.) do chileno Ariel Dorfman e do belga Armand Mattelart com tradução e prefácio de Álvaro de Moya, escrito em 1971, analisa o fenômeno das comunicações em massa, fazendo uma severa crítica ao teor político da ideologia Disney de conformismo, autoritarismo, consumismo, moralismo e puritanismo divulgados através dos personagens infantis criados pela empresa norte-americana. Os autores mostram que, através desse produto cultural, pode-se enviar mensagens ideológicas que estimulam a dependência cultural e reforçam valores típicos da economia capitalista. Fruto do período em que o governo Allende, no Chile, debatia-se para sobreviver às pressões do imperialismo norte-americano, este livro foi de grandiosa contribuição para os estudos sobre a importância e a influência dos instrumentos de comunicação em massa e fez muito sucesso nos anos 70 e 80, principalmente entre o pessoal de esquerda.
No livro, os autores criticam as intenções de Disney que se baseiam na necessidade de que o mundo seja aceito como natural, ou seja, que combine os rasgos de normalidade, regularidade e infantilismo. As críticas vão além das revistinhas em quadrinhos, pois o terreno criado pela empresa de Walt é um vasto império que cruza desde o cinema, passando por parques de diversões, até produtos comercializados em supermercados e na televisão, todos com forte poder de persuasão, que influenciam fortemente o ambiente em que estão inseridos - o mundo infantil e aqueles que o rodeiam.
O orbe de Walt Disney está povoado de animais. A natureza invade tudo e coloniza o conjunto das relações sociais, animalizando-as e desenhando-as com inocência. A criança acaba se identificando com o mundo dos bichos – lobos, patos, cães e camundongos ganham animação e passam uma mensagem, uma lição moral, assim como nas fábulas de outrora. “Os jogos infantis assumem suas próprias regras e códigos” (DORFMAN & MATTELART: 1980, p.17) com os personagens de tipos cotidianos encontrados em todas as classes, países e épocas. São animais que ganham comportamentos e mentalidades humanas, capazes de dotarem os pequeninos de características que a literatura infantil jura que eles possuem. Os valores adultos são projetados nas crianças, dando-lhes autonomia, tramando a aparência de uma divisão entre o mágico e o cotidiano.
Diante disso, no capítulo II do livro, os autores enfocam a questão do mito do “selvagem bonzinho”, aquele que vive em perfeita harmonia com a natureza e que continua fiel à sua condição de animal. Personagens do mundo subdesenvolvido, geralmente do sexo masculino, são explorados de maneira mascarada, não tão explícita aos olhos de leitores desatentos. Nas histórias em quadrinhos de Disney, jamais se poderá encontrar um trabalhador ou um proletário, jamais alguém produz industrialmente algo. Mas isto não significa que a classe proletária esteja ausente. Pelo contrário, ela aparece sob as máscaras de uma ideologia do dominante.
Os personagens disneylandescos que representam o mundo subdesenvolvido são sempre mostrados como despreocupados, ingênuos e felizes. Têm ataques de raiva quando são contrariados, mas é muito fácil aplacá-los com quinquilharias. Aceitam qualquer presente, até mesmo os seus próprios tesouros. Alguns fazem artesanato, outros são atrasados, escravos e/ou seres explorados, que trocam ouro ou matérias preciosas por quaisquer objetos sem muito valor econômico (para o mundo capitalista), como numa analogia ao período de colonização em que os índios americanos praticavam esse tipo de comércio e eram explorados pelos europeus.
“(...) os meninos-selvagens-bonzinhos que aceitam esta autoridade estrangeira e entregam suas riquezas se revelam como uma réplica matemática da relação entre metrópole e satélite, entre o império e sua colônia, entre os donos e seus escravos. Tanto é assim que os metropolitanos não buscam só tesouros, mas também vendem aos nativos do mundo todo revista (como estas da Disney) para que aprendam o papel que a imprensa urbana dominante deseja que cumpram”. (DORFMAN & MATTELART: 1980, p. 54)
O mito do “bom selvagem” envolve uma atitude de autodepreciação, aviltamento da cultura alheia e de idealização do outro – justamente o que os autores tentam acusar no mundo criado por Disney, que coloca “nas cabeças” das crianças que os estrangeiros (quase sempre os norte-americanos) são infinitamente melhores e/ou superiores. Na cidade da Patolândia (idealização de lugar que representa os Estados Unidos no inventário Disney), habitam os personagens que devem servir de arquétipos para o resto do mundo: os patos civilizados. Na terra natal do Pato Donald, do Tio Patinhas e dos outros personagens, encontra-se o melhor local para a sobrevivência. Supremacia do dominador pelo dominado.
A política da boa vizinhança exercida pelos Estados Unidos imperialista achou em Walt Disney um parceiro à altura. Em nome da “colaboração”, eles continuariam exercendo suas pressões sobre os vizinhos da América Latina e Caribe (considerados pela grande potência como quintal particular). A empresa americana produziu até um filme sobre as maravilhas brasileiras, e fora criado uma personagem em homenagem ao Brasil - o malandro Zé Carioca – mais um estereótipo do povo subdesenvolvido e que, como de costume, mantém a linha de outros personagens criados fora do ambiente norte-americano.
A idéia de Dorfman e Mattelart, ao escreverem e publicarem este texto, era justamente denunciar a ideologia imperialista que dominava as aparentemente inocentes histórias infantis de Disney. A primeira descoberta dos autores está relacionada à vida familiar. Não há nenhum vínculo familiar direto nas histórias. Todos são tios ou sobrinhos de alguém. Minie tem suas sobrinhas, Pateta também, e o carro-chefe das histórias em quadrinhos da Disney, o Tio Donald, é o zelador dos seus três sobrinhos - Huguinho, Zezinho e Luizinho - nascidos não se sabe de onde, nem de quem, e sempre atuantes nas aventuras animadas.
Não se pode pensar, no entanto, que a ausência física do pai venha a eliminar o poder paterno. Este é transferido para o tio, que assume esse papel dando uma conotação de menos autoritarismo. E essa autoridade, segundo os autores, se funda na biologia. É uma relação contratual que toma aparência de uma relação natural, uma tirania que não assume sequer a relação de um nascimento, onde o adulto desempenha o papel de dominante e a criança de dominado, camuflando o papel do pai numa fauna de personagens.
A ausência de relações familiares consideradas normais (pais e filhos), bem como o repúdio ao sexo e de explicações sobre o nascimento e morte dos personagens seria parte de uma trama muito bem planejada.
Um outro aspecto muito criticado na obra pelos autores é a feminilidade, que entra em pauta com papéis adstritos a sua “natureza feminina”: modista, secretária, decoradora, criada, enfermeira, vendedora. A mulher não é afeita ao trabalho, mas se dedica muito bem a obras de caridade, a presidir clubes de beneficência local. São sempre cobiçadas. É o caso de Margarida, tão desejada por Donald e que, como as outras, nunca chega a ser possuída – embora os homens vivam a perpétua possibilidade de perdê-las. Não se pode confundir o desejo que o Donald sente por sua enamorada com apetite sexual. Essa forma de cobiça não está presente nas obras de Walt Disney. A posse carnal e o orgasmo vão estar sempre escondidos. É criado pelos desenhos da Disneylândia um “mundo sexual assexuado”.
“A historieta tem trabalhado para conseguir de novo esta deformação de um setor da realidade, neste caso o feminino, sobre o ‘fundo natural’ da mulher, seu ‘ser essencial’, aproveitando somente aqueles rasgos que acentuam epidermicamente sua condição de objeto sexual inútil, ansiado e nunca possuído; esquecendo, entre outras coisas, tanto a função maternal como a de companheira solidária. Nem se fala da mulher emancipada intelectual e sexualmente: o sexo está, porém, sem sua razão de ser, sem o prazer, sem o amor, sem a perpetuação da espécie, sem comunicação”. (DORFMAN & MATTELART, p. 36, 1980)
Assim, no capítulo IV, reflete-se bem o espírito da época, com uma explicação racional e, claro, marxista sobre o fenômeno das histórias em quadrinhos. Mostrava como cada quadro era imbuído de uma densa propaganda ideológica e como os arquétipos ali presentes eram aqueles do capitalismo americano. A busca incessante pelo capital (segundo os autores, em 75% dos gibis lidos por eles, para contribuição para a obra, os personagens que viajavam estavam sempre na busca por ouro) é uma forte marca das histórias em quadrinhos produzidas pela Disneylândia. Os personagens são aurófagos (devoradores de ouro), principalmente o ambicioso Tio Patinhas. Este ouro era sempre encontrado fora das cidades, seja num deserto, numa floresta ou em nações distantes da Patolândia. Ele aparece nesses locais e são doados pela natureza benevolentemente, não é fruto do trabalho do homem, não há esforços para consegui-lo. Está aí a explicação de não aparecer nos centros urbanos, pois as cidades têm um cotidiano de produção e é preciso dar naturalidade e infantilizar a aparição da riqueza. Assim, tesouros são caçados a todo instante, geograficamente encontrados pela localização de mapas ou pergaminhos antigos. É necessário que as crianças se autoconvençam de que cada tesouro carece de uma história que surge por encanto, sem encher as mãos de nenhum operário de calos. O livro de Dorfman e Mattelart desmascarou a propaganda imperialista e de ganância pela riqueza presentes em histórias como essas.
No mundo disneylandescos ninguém trabalha. Todos consomem sem fazer esforço algum para conseguir o capital e para adquirir o que se consome. A grande força de trabalho é a própria natureza, que produz objetos humanos e sociais como se fossem naturais. Os frutos desenvolvidos pela terra-mãe devem ser recolhidos sem qualquer sentimento de culpa. É a natureza a mediadora-mor da relação entre o homem e a riqueza. O operário produto é omitido: na cidade é criminoso e no campo é o selvagem-bonzinho.
O personagem da magia Disney de maior destaque, segundo os autores, é o Pato Donald – presente, inclusive. no título do livro. É o pato também o mais popular na América Latina, enquanto que, nos Estados Unidos e na Europa, o rei da fantasia e da popularidade é o rato Mickey. Sua cavalheiresca generosidade e sua simpatia limpa o tornam, no universo Disney, a imagem da permanência e da superioridade dos Estados Unidos.
No lado contrário está Donald. Na pele do tio-pai atrapalhado, o mais idolatrado e/ou que mais se identifica com os latinos, ele representa o trabalhador que não gosta de batalhar para conseguir ascensão social. Quer sempre empregos fáceis, sem esforço mental ou físico e que não provoquem cansaço. Enfim, quer ter um salário sem “gastar suor”, como a vigilância noturna de um museu de cera, citada pelos autores no capítulo V do livro. Donald, aos olhos do seu criador, representa o autêntico trabalhador contemporâneo – o que é uma falsificação, pois o trabalho para ele é prescindível, enquanto o trabalhador necessita do salário de verdade e procura desesperadamente. Para Donald, o salário é encontrado de maneira fácil, sem problemas, enquanto o trabalhador de verdade produz e sofre como resultado da exploração de que é objeto. Donald padece ilusoriamente no trabalho, que para ele é uma aventura constante, enquanto o trabalhador verdadeiro batalha, submetendo-se para sobreviver diariamente. “Donald representa bastardamente todos os trabalhadores que devem imitar sua submissão, porque eles tampouco teriam colaborado na edificação desse mundo material”. (DORFMAN & MATTELART, p. 92)
De acordo com os escritores, Disney toma posse da História. Invadindo todo o passado e o futuro com se estivesse estruturado ali o presente, em nome de sua classe social e da cultura imperialista e egocêntrica do seu país. Às vezes, em sonhos, hipnose ou máquina do tempo, os protagonistas das aventuras pousam em Roma ou na pré-história e lá determinam seu itinerário. Como é citado no livro, e que foi encontrado pelos autores nas suas análises das “historietas em quadrinhos”, há no Egito uma esfinge com a cara do Tio Patinhas e o próprio manda esculpirem no Mount Rushmore sua cabeça, junto aos próceres norte-americanos. Está aí uma forma de patentear para si a história da humanidade e adestrá-la ao seu ritmo.
A fórmula propagandista apresentada no texto não é uma criação exclusiva de Walt. Ela já vinha de uma epidemia capitalista, de uma política de supremacia da metrópole para com a periferia. A tentativa desta empresa em apregoar e impregnar nos seus leitores seus conceitos e sua visão de mundo (fantasiada) seguia a linha metodológica dos ianques, que buscava difundir pelos quatro cantos, como porta-voz do “american way of life”, um mundo refrescado pela coca-cola e pelo cinema, importados por todos os países latino-americanos carentes e dependentes da cultura externa. Disney soube administrar muito bem essa carência. Soube usufruir dessa ausência de produção local e abocanhou a parcela que mais precisa de um “pai” acolhedor - as populações de países subdesenvolvidos importadores de fatores superestruturais, monocultura e plurifacetismo urbano.
Para Dorfman e Mattelart, o valor estético e educativo dessas histórias é falso. Para eles, essas historietas existem para ser destruídas e é o que eles tentam fazer com a publicação desse livro: mostrar que por trás de contos de fadas evolvendo dóceis senhoritas e animais pensantes (ou não), há todo um intuito de submissão e transposição de uma cultura imperialista e consumista vinda da parte norte da América.
Eles ainda deixam claro na conclusão da obra que esta não havia nascido da cabeça aloucada dos autores, mas de um contexto de luta em que se busca a destruição dos inimigos de sua classe em seu terreno e nos deles. Disney, para os autores, é um empresário burguês adversário da revolução e de seus fazedores. A Disneylândia deveria se comportar da maneira que eles (os autores) desejavam, sem diferenciar os mocinhos dos vilões. Todos deveriam ser a favor da revolução e lutar por ela, ser onipresente no contexto da luta.
Talvez o calcanhar de Aquiles desse livro esteja em não reconhecer em momento algum a importância das produções de Walt Disney para a humanidade. Nenhuma empresa, seja ela de qual for a linha de comércio, sobreviveria a tantas transformações políticas e econômicas, tornando-se atemporal, se não tivesse também um valor cultural, educacional e politizante que agradasse a muitos, e não só a uma camada privilegiada. Muitas gerações foram construídas e formadas a partir da fantasia de Disney e muitos órfãos viram-se aparados nestas “histórias encantadas”, cobertas ou não de ideologia hegemônica.
A vantagem dessa obra é que ela nos faz repensar a importância desses veículos de comunicação em massa, sua dimensão e capacidade de persuasão do povo. Porém, aceitá-las como verdade absoluta, sem discordar ou consultar variadas fontes, nos torna inertes às mudanças de nossa sociedade.
Na obra em análise, são claros o seu pensamento de esquerda e a luta constante contra a supremacia dos Estados Unidos. A concepção marxista é presente em toda a explanação da tese e, por isso, torna mais enriquecedor o seu processo de incriminar a Disneylândia acusando-a de fazer uma “politicagem” a favor da super-potência e de sua superioridade sobre os países colonizados da América empobrecida. E se adentramos nas entrelinhas do livro, vamos perceber que a causa de tal pobreza vem da exploração que tal país exerce sobre seus dominados. Portanto, é por razão disso e dele que até hoje “se paga o Pato”.
Sobre os autores
Após o golpe de estado no Chile, o escritor Ariel Dorfman exilou-se nos Estados Unidos (grande ironia para quem tanto repudiou este país). Vive com a família em Durham, Carolina do Norte, onde é professor na Duke University. Escreveu também a peça A morte e a donzela, grande sucesso em todo o mundo, traduzida em mais de 40 línguas, apresentada em 90 países e adaptada para o cinema pelo cineasta Roman Polanski. Dorfman é também membro da Divisão de Publicações Infantis e Educativas de Quimantu e teve a autorização do Departamento de Espanhol da U. do Chile para publicação da obra.
Já Mattelart nasceu na Bélgica, em 1936. Sociólogo, partiu para o Chile após o seu doutorado. Lá, residiu até 1973, dedicando-se ao estudo das comunicações em massa. No período da publicação do livro, era chefe da secção de Investigação e Avaliação de Comunicações de Massas de Quimantu, professor-investigador do Centro de Estudos da Realidade Nacional e também foi outorgado a participar da conclusão do texto. É ainda professor da Universidade Paris VIII, na França, e um dos mais ácidos críticos do monopólio mundial dos meios de comunicação e da indústria cultural, assim como um dos mais respeitados estudiosos nesse campo.
Sobre a obra
Para compreender melhor Para ler o Pato Donald, é necessário entender de onde ele surgiu. A obra era parte de um projeto de educação popular criado pelo governo de Salvador Allende, um socialista que chegou ao poder no Chile pelo voto, em 1970, promovendo a reforma agrária e a nacionalização de bancos e minas – experiência única em nosso conturbado continente. Seu governo chegou ao fim de modo clássico, com um golpe militar. Em 1973, um levante apoiado pelos americanos, que já vinham boicotando a compra do cobre chileno, terminou com a morte de Allende e com a posse do general Augusto Pinochet, mais tarde o responsável pelo assassinato de mais de duas mil pessoas. Destruir o predomínio econômico e imperialista, abrindo caminho para a construção de uma sociedade socialista fazia parte tanto das idéias do governo de Salvador Allende quanto do objetivo central deste livro.
“Outros atores marcaram sua presença no processo chileno. Deve-se destacar a ação externa comandada pelos EUA, primeiro para impedir a posse e depois visando a deposição de Allende. As ações norte-americanas foram, evidentemente, um fator importante para o fracasso da experiência chilena. Entretanto, o processo político como um todo não pode ter na intervenção externa a sua única determinação. Não conseguindo impedir a posse do presidente eleito, foi necessária a emergência de uma conjunção bastante específica de fatores políticos e econômicos para que a estratégia de deposição do governo pudesse ter sucesso.” (AGGIO: 2002, p.109)
No próprio prólogo do livro, já há uma explicação dos escritores sobre a intenção da obra e, nele (no Pró-logo para pató-logo, como é intitulado), também se projeta a divulgação maciça das idéias básicas que o permeiam, dizendo não serem muito compreendidas devido ao nível educacional dos seus povos. Mostra ainda que o ritmo da penetração de massa de suas críticas não pode obedecer à mesma norma popularesca com que a burguesia vulgariza seus próprios valores. Os autores também aproveitam o ensejo para agradecer aos estudantes do CEREN (Universidade Católica do Chile) e do seminário sobre “subliteratura e modo de combatê-la” pelas constantes contribuições a esta temática. Os autores desejam que Para Ler o Pato Donald chegue às massas populares, porém sem se tornar uma leitura popularesca.
A capa do livro já traz a idéia que os autores têm da fantasia Disney: mostra um Pato Donald com uma fisionomia fechada, acarrancada, como para despertar a raiva dos leitores com o imperialismo dessa empresa. Um Donald enraivado, com o rosto odioso e os olhos maquiavélicos, faz os leitores deduzirem (ou tenta-se fazer isso) as intenções e os interesses desses veículos de comunicação para as massas.
Referência Bibliográfica:
AGGIO, Alberto. Democracia e Socialismo: a experiência chilena. 2ª ed. São Paulo: Annablune, 2002.

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Um Comentário »
Quanta bobagem junta...
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